Mata-me a sede de te possuir

E não há agua que me valha

Nem bruxedos que tragam a mim

A presença desejada

A tua presença

Pura

Etérea

Desvelada

Apartou-se como uma tarde quente de verão

Como um sopro de Zéfiros

A memória desse ventre

Desses lábios

Dessa boca

Desse tudo

Que se agarra ao pensamento como uma espada

Que me mutila

Sucessiva e eficazmente

Leva-me de Infinito

A quase nada.

publicado por Luis Linhares às 14:16