Inebriado volto o olhar

Para o lado de um sol poente

E na tarde, nua e quente

De costas dadas ao mar

Penso estar,serenamente

 

Lugar das coisas secretas

Onde as águas adormecem

E nas horas que acontecem

Das pulsações insurrectas

Palavras breves fenecem.

 

Alma cheia de salina

Mãos ardentes das areias

A pulsar por entre as veias

E uma boca porpurina

Embalando estas ideias.

publicado por Luis Linhares às 12:02