"Nada de novo",pensou ele,sentado à mesa daquele café com a bebida de sempre. "E no entanto aqui estou, a afundar-me no fundo de mais um copo sem sentido".Desviando os olhos pela vitrina, deparava-se-lhe o espectáculo lúgubre das pessoas anónimas a moverem-se para mais um dia."Pobres almas, vagueando pela vida como Ulisses no seu regresso de Tróia", pensou ele, alternado o olhar entre o circo do mundo e a bebida que se ia esgotando."Pobres almas, que correm para viver e acabam a viver para correr. Nada disto faz sentido". E levantando o olhar, pousou o copo.Lá estava ela.

publicado por Luis Linhares às 00:48