Descanse em Paz

26.05.09

Prisioneiro por vontade!

É assim que me defino

Prisioneiro de um destino

Que me rói a mocidade.

 

Que vai levando meus anos

Em sombrios pensamentos

Dispersos por mim aos ventos

Em eternos desenganos.

 

Tantas noites de loucura

Perdido na imensidão

De licor  e taças cheias...

 

Oh Amor és sepultura

De um homem que já não

Se enreda em tuas teias!

 

 

 

 

 

sinto-me: mórbido
publicado por Luis Linhares às 02:56

Naufrágio em ti

26.05.09

Este poema é uma adaptação do poema "Naufrágio"

 

Um dia vou fazer-me marinheiro, amor
No mar do teu cabelo em tempestade
Perder-me
de Norte a Sul, e ao sol-pôr
Ancorar na tua boca ao fim da tarde.

Aportar a essa ilha encantada

Promessa dos prazeres mais sensuais

De água fresca, fruta adocicada

Rumores dos pecados mais carnais.

 

De areia fina sabe-me o teu beijo

Frescura que me lembra a maresia

Mistura de marés e de desejo

Com sal e travos de melancolia.

 

Teus olhos são luares derramados

Piratas navegando aventureiros

Adamastores que vivem nos seus Cabos

A atormentar incautos marinheiros.

 

Teu corpo é a ardência que consome

O corpo que ofereci a essa fogueira

O alimento que me mata a fome

Me tira a vida e me devolve inteira.

 

Ó ilha que me fazes naufragar

Pudesse eu viver eternamente

Não ter de ir…e assim poder ficar

Naufrágio em ti…Naufrágio para sempre…

 

publicado por Luis Linhares às 02:53

Amanhecer

26.05.09

 

Quando a saudade nocturna

Te envolver a murmurar

Sussurros de solidão.

Quando se adensar a bruma

Negra e sem qualquer luar

Derramado sobre o chão.

 

Quando nada em ti revês

A não ser as mãos vazias

Desfiando triste pranto.

Caindo então a teus pés

Rumores das águas sombrias

Desaguam teu encanto.

 

E olhando da vidraça

O mundo que não responde

Aos teus apelos de dor…

Desconhece toda a graça

Da donzela que esconde

Palavras frágeis de Amor.

 

Mas a rubra alvorada

Já reflecte na colina

E na face revelada

Do teu rosto de menina

Toda a noite se esquece

Em todas as madrugadas

Todo o teu corpo estremece

Nas minhas mãos enlaçadas

 

Tudo em ti é recomeço

Tudo é céu e alegria

E nesse Amor reconheço

Meu Amor de mais um dia.

 

sinto-me: perdido
publicado por Luis Linhares às 02:41

Bebedeiras Casuais

05.05.09

Gastei as mãos de escrever

Linhas banais de palavras.

Tanto é o verso a escorrer

Tanta é a vida a perder

Nas linhas por mim criadas.

 

Tanto verso sem sentido.

Tanta linha amargurada.

Tanto eu que é escorrido

Espalhado e estendido

Para nada nada nada.

 

Mas as mãos são para gastar

Para escrever, para amar

Para te amar dia-a-dia

Para que saibas de cor

Que para além desta dor

Há beleza e alegria

Que existe algo que é maior

Que os versos que eu te trazia

Que as palavras que dizia

Sem presunção e pudor

 

Tanto linha dolorida.

Tantas palavras a mais.

Vazias como um cais

Às horas da despedida.

Bebedeiras casuais

Da minha melancolia

Às horas mais infernais

Bebo dor e nostalgia

À mesa dos comensais

Bebo isso e muito mais

Ó Poesia.

 

 

 

 

 

 

publicado por Luis Linhares às 11:39

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