Não sei quem sou

18.06.09

Não sei quem sou, e ainda assim
Vivo na consciência de me ser
Eu sei que vivo...ou que penso viver
Que existo nas incertezas de mim...

Não sei quem sou...Existência vivida?
O que me importa?...Eu sou o que me sinto
Coruja alada, na noite proibida
A arder nas loucas voltas do absinto!

 

A D.F.

publicado por Luis Linhares às 16:08

Marés e marinheiros

17.06.09

Sentimentos, emoções, agrestes mares

Palavras que transbordam na jangada

Que frágil vai sulcando esses lugares

Esses abismos, portos e enseadas.

 

Eu sou um marinheiro…Mas que interessa?

Não vi o mar...Tenho a alma vazia

Nem luas, nem sereias...Alma espessa

Cortina de neblina esparsa e fria.

 

Meu barco…frágil nau de descoberta

Lá cabem as pimentas indianas

Os sons exóticos de uma praia incerta

As cores e os suores das africanas.

 

A beleza atrevida das nativas

O cheiro das marés e dos sargaços

A luz de outros mundos, outras vidas

De outros lábios, beijos e abraços

 

Eu quero ser do mundo, grande e azul

Sem lei, sem condição, um barco errante

Partir da terra erma rumo ao Sul

Na busca da promessa do Infante!

 

Eu quero tudo…saber que a Terra é bela

Que alguém ainda me espera em qualquer lado

Fazer das minhas mãos a caravela

E do meu corpo um antro de pecado!

 

Partir, voltar…arder na ansiedade

De cada horizonte a vislumbrar

Nunca viver de um sonho a metade

Ou tudo ou nada...Viver ou naufragar...

 

 

 

 

publicado por Luis Linhares às 01:15

Incandescência sem nome

14.06.09

Traços leves de outro tempo

De outro lugar de magia

Sons distantes, traz-me o vento

Harpa ardente ou harmonia?

 

Suave rumor de um lugar

Onde as águas correm puras

Quem me chama? Ao luar

Quando as noites são escuras?

 

Quem me vem matar a fome?

Alimentar a alma aflita?

Incandescência sem nome

Quem é que em meus lábios grita?

 

Quem me dá a paz e a guerra?

A tristeza e a alegria?

Não tem nome o que se encerra

No finar de cada dia?

 

Ah és tu minha tormenta?

Quando a noite cai serena

Quando até o Amor se inventa

Em cada mover da pena?

 

Vens outra vez sussurrar-me

Um rosário de pecados?

Vens cada noite matar-me

Tirar-me a vida aos bocados?

 

Deita-te então no meu leito

Corpo ardente em cama fria

E grava a fogo no meu peito

O teu nome…Poesia!

 

E possamos conceber

Por pensamentos retortos

O novo verso a nascer

Do suor dos nossos corpos…

publicado por Luis Linhares às 03:55

Intermitências de febre

08.06.09

Dou-me novamente

À terra prometida

Onde o dia começa

E o teu corpo respira

Transpira suspira

De suores

Mulher,mãe,irmã

Deusa minha

Traças o meu destino

Com pontas de faca

Com mãos que me afagam

E me queimam

E me apertam

No abraço infinito...

 

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publicado por Luis Linhares às 01:46

Nada

06.06.09

Por trás das névoas de fumo

Que dum cigarro se escoam

Vejo as luzes que povoam

A estrada de um novo rumo.

 

Amarro-me a esse olhar

A um breve pensamento

Fico preso no momento

O fumo sobe no ar…

 

Fico assim contemplativo

Nessa estranha ilusão

Perdido na solidão

De um cigarro pensativo.

 

Mas acordo…estou sozinho

E acabo de fumar

Estendo a mão a apagar

A ilusão do caminho...

 

 

publicado por Luis Linhares às 01:24

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