Há noites em que o peso do mundo é tanto

Que um homem mal se aguenta de pé

Apenas um copo vazio lhe dá a fé

De aguentar mais um bocado o pranto

 

Há noites assim, noites de fantasmas

A assolar a alma de quem se fica

Do moribundo que em silêncio grita

Palavras sem sentido, desvairadas.

 

Deixai-nos descansar, nós os poetas

Deixai-nos escever enquanto há tempo

Servir a alma ardida em fogo lento

Palavras sensuais e tão secretas.

 

Faz-se o que se pode para sobreviver

Na guerra vale tudo, até a Poesia

Matar morrer, viver pra mais um dia

Quer seja para amar ou escrever

 

 

 

 

publicado por Luis Linhares às 13:26