Entre as casas onde um rosto germinava

Nas vielas, a fugir por entre os muros

Entre as putas e os velhos de olhos duros

Procurei, solitário, essa palavra

 

Que me desse a nova luz da existência

Um luar derramado nas janelas

Novos ventos, novos sonhos, caravelas

Algo mais do que a triste penitência

 

No vagar triste e louco de andarilho

Eu vagueio, e voltando a esse trilho

Eu procuro, o teu nome em meu olhar

 

Mas o rosto não ficou por essa rua

E o teu nome, e a tua beleza nua

Apartaram-se, para nunca mais voltar

publicado por Luis Linhares às 14:06