Amor, se este ter-te ou então não ter-te

For como o anunciar da morte certa

For predizer em mim a chaga aberta

De te querer dizer e desdizer-te

 

Se for ter pelos dias um carrasco

A martelar no peito o sacrifício

Amor, eu quererei esse suplício

Esse maldito vinho velho e rasco

 

Essa cicuta! Eu beberei da taça

E nela, reflectida a tua graça

O Anjo que a minha morte anuncia

 

Porque se és tu a Vida que eu procuro

Para a viver…eu morro pró futuro

E troco o mundo pela lage fria!

publicado por Luis Linhares às 14:10